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segunda-feira, 31 de agosto de 2009


No começo havia o UM: Atum. Completo, Inteiro e Perfeito. Atum era tudo e nada, preenchimento e o vazio... uma serpente orobórica mordendo a própria cauda, girando no infinito. Não havia nem altura nem profundidade, nem passado nem futuro. Tudo era uma escuridão eterna. Solitário e isolado na sua perfeição, mas também o divino desejava uma companhia. Da união do eu com Eu, Atum, o Grande Ele/Ela, gerou duas crianças louras com cabeça de leão. Shu, o filho, tornou-se o deus do ar. Tefnut, tornou-se a deusa da umidade. Ele era o ontem e ela era o amanhã. Geraram dois filhos, o céu e a terra. A filha, de nome Nut, era a aurora e o anoitecer, o corpo etéreo do Céu. O filho, Geb, era a força vital passional da terra, que se estendia abaixo. Eles eram um par de amantes divinos. Em virtude do amor que o Céu e a Terra tinham um pelo outro, geraram dois filhos redondos e vermelhos de sua vulva durante a aurora e o anoitecer. Um, ela o chamou de Rá, a criança dourada, o nobre Sol ou Ré. A outra chamou de Tot, o orbe prateado da lua. Nut, ficou gravida novamente. O primogênito Rá, ficou com ciúmes da mãe e planejou separa-la de Geb. Confiou seu plano a seu avô Shu, ordenando o deus do Ar que erguesse Nut. E Rá lançou sobre Nut uma maldição: "nenhum filho de Nut nascerá em algum dia ou noite de algum ano". Nut tinha em seu ventre , seus filhos Ísis, Osíris, Néftis, Set e Hórus. Tot com pena de sua Mãe Nut, planejou uma plano, Tot jogou com Rá infindáveis partidas de damas. Tot deixou Rá ganhar algumas vezes, mas depois durante um certo tempo, Tot começou a ganhar as partidas levando como prêmio vários pedaços da luz dourada do deus. Então Tot recolheu os seus prêmios e usou os pedaços de luz como dia, a luz formou cinco dias, dias de num ano que foi usado para que os filhos de Nut pudessem nascer. Então os filhos nasceram, Osíris tinha o direito ao trono do Egito , Ísis era sua mulher. Set era o rei do lado obscuro, e Neftis era sua mulher e Hórus se tornou o rei do céu pois era um falcão. Um dia, Set maltratou Neftis e ela triste se transformou à imagem de Ísis. Osíris confundiu Neftis com Ísis, e acabou fazendo amor com Neftis, desse relacionamento nasceu Anúbis. Set odiava seu irmão e o matou. Ísis embalsamou o corpo do seu esposo com a ajuda do deus Anúbis, que desta forma tornou-se o deus do embalsamento. Os feitiços poderosos de Ísis ressuscitaram Osíris, que chegou a ser rei do mundo inferior, da terra dos mortos. Ísis engravidou em sonhos de Osíris, e então nasceu Hórus. Hórus, foi treinado por Osíris em seus sonhos. Durante a batalha de Hórus e Set, Hórus acabou decepando sua mãe e arrependido acabou fugindo. Tot salvou Ísis, colocando uma cabeça de vaca no lugar da verdadeira. Hórus arrependido dormiu e Set encontrou-o e cegou-o. A deusa Hator encontrou-o e curou-o. O filho de Osíris e Ísis, derrotou posteriormente Set numa grande batalha tornando-se rei da terra.

domingo, 30 de agosto de 2009

A medida das coisas...


"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."


Protágoras

domingo, 23 de agosto de 2009

Rito de Schröeder


Rito de Schröeder Friedrich Ulrich Ludwig Schröder


Nasceu em 2 de novembro de 1744, em Schwerin, Alemanha. adotado por um casal de atores do teatro mambembe. Demonstrando grande inteligência, Schröeder conseguiu absorver com muita facilidade os ensinamentos através da mãe e do padrasto. Teve também uma formação teatral, pois atuava juntamente com seus pais no teatro. Ator-produtor, proprietário de teatro em Hamburgo, adaptou diversas peças de teatro dos originais franceses e ingleses e foi o introdutor de Shakespeare no teatro alemão. Aos 30 anos de idade, foi iniciado Iniciado em 1774 no Rito da Estrita Observância, na Loja “Emanuel Zur Mainblumen”, de Hamburgo, onde, em 1787 foi eleito Venerável Mestre. Em 1790, descontente com o declínio da Maçonaria Alemã, que incorporara todas as adulterações aos ensinamentos puros do Antigo Ritual Inglês, principalmente com o declínio do Rito da Estrita Observância – a partir de 1764 – o Ir.: Friedrich Ulrich Ludwig Schröder recebeu inspiração para propor um novo Ritual à Maçonaria Alemã, expurgando-a de todas as excentricidades acrescidas.

Como surgiu:
O Ir.: Schröder gozava de grande prestígio, como Maçom e como profano (foi considerado, na época, “o maior ator que a Alemanha já teve”) e era reconhecido como um profundo conhecedor da História e dos Antigos Rituais da Maçonaria. Estudou, principalmente, os livros “As Três Batidas Diferentes na Porta da Mais Antiga Maçonaria – The Three Distinct Knocks at the Door of the Most Ancient Free-Masonry”, de autor desconhecido, sem dúvida o mais antigo manual maçônico impresso; e “Maçonaria Dissecada – Masonry Dissected”, de Samuel Prichard, que continha as práticas maçônicas utilizadas em Londres, em 1730. Examinou, também, os rituais dos diversos sistemas de graus complementares que proliferavam na Europa daqueles tempos.
Suas pesquisas o levaram a abolir os chamados “altos graus”, bem como todo o ocultismo que dominava a Maçonaria Alemã, restaurando o Antigo Ritual Inglês, adaptando-o para a cultura e para o idioma germânicos seus contemporâneos. é devido a essa origem comum nos antigos rituais ingleses que o Rito de Schröder é semelhante ao Rito de York (Emulation Rite) sem, contudo, ser uma cópia do mesmo.
O Ir.: Schröder entendia a Maçonaria como uma união de virtudes e, não, uma sociedade esotérica. Por isso, enfatizou, no seu Ritual, o ensinamento de valores morais e a difusão do puro espírito humanístico, dentro do verdadeiro amor fraternal. Preservou a importância dos símbolos e resgatando o princípio que afirma ser “a verdadeira Maçonaria a dos Três Graus de São João”.
Iniciou, em Hamburgo, a elaboração de um novo Ritual para a Grande Loja Provincial, subordinada à Premier Grande Loja da Inglaterra. Baseou todo o seu trabalho no texto Three distinct knocks (Três batidas diferentes) que considerava “o mais velho e genuíno Ritual Inglês”. Sentia profundamente que princípios éticos e morais eram a essência da Maçonaria e os formulava com grande cuidado, com a colaboração dos mais educados maçons de seu tempo. Isso dá ao seu Ritual um caráter particular, expressando tendências espirituais da Alemanha por volta do século XVIII.
Entre os principais colaboradores de Schröder estavam Friedrich Ludwig Wilhelm Meyer (1759/1840) e Johann Gottfried Herder (1744/1803), com quem trocou diversas correspondências. Em 29 de junho de 1801, submeteu seu texto aos Mestres de Hamburgo, que o adotaram por unanimidade. Depois de mais uma revisão, foi impressa uma edição limitada para todas as Lojas de Hamburgo. Dessa edição existe somente uma cópia pertencente a uma Loja na cidade de Celle.
Em 1814, após exercer o Grão-Mestrado Adjunto na Grande Loja Provincial da Baixa-Saxônia, à qual sua Loja estava subordinada, foi eleito Grão-Mestre na Grande Loja de Hamburgo. Faleceu em 3 de setembro de 1816, em Relligem, próximo de Hamburgo, ocupando o primeiro Grande Malhete. Friedrich Ulrich Ludwig Schröder conferiu ao seu Ritual uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos, pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os aditamentos inseridos no final do século XVIII, pelo espírito de humanismo presente em seu cerimonial e pelo brilho da linguagem clássica do alemão.
O famoso historiador e maçom Findel, na sua História Geral da Franco-Maçonaria, dedica grandes elogios ao Ir.: Schröder, como podemos perceber nesta passagem: “Além de maior pureza de objetivos (comparando-se com os do Ir.: Fessler, que atuava em Berlim) em que se inspiraram seus trabalhos e investigações, sua natureza, sua forma e as circunstâncias exteriores o secundaram ainda mais eficazmente. Estava-lhe reservada a glória de fazer penetrar vitoriosamente a luz entre as trevas do erro, de dissipar as espessas nuvens que obscureciam os resplendores da verdade maçônica e de assentar bases sólidas para atividades de seus Irmãos”. Pelo trabalho e exemplo, o Ir.: Schröder é venerado e respeitado hoje, como no passado, sendo homenageado pelas antigas Lojas Alemãs e por Lojas e Irmãos em todo o mundo. Introduzido no Brasil em 1855 pela Loja “Zur Deutschen Freundeschaft” (À Amizade Alemã”) que foi fundada em Joinville, Santa Catarina no final de 1855.

RITUALISTICA
No Rito Schröeder, o cortejo de abertura dos trabalhos é conduzido pelo Irmão Primeiro Diácono. Ao Segundo Diácono cabe cumprir o primeiro dever de um maçom em Loja. Faz a batida do grau na porta do Templo e é respondido pelo Cobridor Externo. Após cumprir essa formalidade o Venerável Mestre determina aos Diáconos desenrolar e estender o Tapete no centro do Templo. Após o desenrolamento do Tapete, o Venerável Mestre passa uma pequena vela ao Primeiro Diácono que acende as menores. Em seguida o Venerável Mestre vai até à Coluna Noroeste e acende a vela da Sabedoria. Depois os Vigilantes acendem, respectivamente, as outras duas, Força e Beleza. Após essa cerimônia o Venerável Mestre eleva uma prece ao Grande Arquiteto do Universo e declara aberta a Loja.

O Tapete de Loja:
Uma peça que fica situada no centro do Templo cujos lados representam os quatro pontos cardeais. Na orla, há três portas representando os três primeiros oficiais da Loja (O Venerável Mestre e os Vigilantes). Há também diversas ferramentas de pedreiros que simbolizam o trabalho , o desenho da pedra bruta, na qual trabalham os Aprendizes. Em torno do Tapete ficam três colunas portando grandes velas. A Coluna da Sabedoria fica na posição Nordeste, a da Força na posição Noroeste e a da Beleza no meio da orla sul do Tapete.


LIVRO DA LEI
Fica sobre o Altar do Venerável Mestre a Bíblia com as pontas voltadas para o Ocidente. Sobre ela permanece o compasso aberto em engulo reto, com as pontas viradas para o Ocidente e encobertos pelas hastes do esquadro.


Algumas Características do Rito Schröder:
O Rito Trabalha exclusivamente nos Três Graus Simbólicos ou Azuis;

- Somente os cargos de Ven.: Mestre, Vigilantes e Tesoureiro são eletivos;

- O Orador é nomeado pelo V.: M.: somente para as sessões em que for considerado necessário e não atua como "Guarda da Lei", que é o próprio V.: M.:;

- Os demais cargos em Loja: Secretário; 1º e 2º Diáconos; M.: Harmonia; 2º Diáconos Adjuntos (Guardas do Templo interno e externo) e Preparador, são nomeados pelo V.: M.:; - O 1º Diácono é também o M.: de Cerimônias;

- São T.: as batidas para todos os Graus, variando apenas na cadência;

- Durante as Sessões ritualísticas a Palavra é concedida pelo V.: M.: através do 2º Vig.:;

- Todos os Irmãos usam chapéu ou cartola ("cilindro alto") e luvas brancas nas Sessões;

- Os aventais: o de Aprendiz é branco e mantém a abeta levantada; o de Companheiro é branco e tem a abeta baixada, circundada por uma borda azul; o de Mestre é branco com uma borda azul que também circula a abeta baixada, sem rosetas ou Taus.

- O avental de Mestre é o mesmo para o V.: M.: e os Ex-Veneráveis;

- O Rito original não adota a Cerimônia de Instalação de Veneráveis Mestres. É o Reg. Geral da Potência que determina este procedimento adotado pelas Lojas Brasileiras;

- O V.: M.: em visita a outras Lojas, usa na lapela esquerda, presa a uma fita azul, uma comenda com um pequeno Esquadro;

- Os Ex-Veneráveis, chamados Past Masters, usam na lapela esquerda, presa a uma fita azul, uma comenda com a representação gráfica do 47º Problema de Euclides pendurada a um pequeno Esquadro;

- Utiliza-se Sessões "a campo" (fora do Templo) para assuntos administrativos e também para apresentação de Trabalhos ou Instrução;

- Todos os Irmãos tem direito a Voz e voto (inclusive Aprendizes e Companheiros). É o Reg. Geral da Potência que determina, por exemplo, que para a Administração votem apenas os Mestres Maçons;

- Todas as Sessões são encerradas com a formação da Cadeia de União em um cerimonial próprio;

- Se necessário passar a "Palavra Semestral", o V.: M.: formará uma segunda Cadeia de União após encerrada a Sessão;

- Adota-se a "Noite dos Convidados", que é uma Sessão Branca Especial "a campo" (fora do Templo e sem ritualística) para apresentar candidatos à Loja.

Algumas Características do Templo do Rito Schröder:

- As Colunas J (à esquerda) e B (à direita de quem entra) ambas no lado externo (átrio) do Templo (alguns Templos não apresentam as Colunas B e J);

- Piso em um único nível (sem degraus) para Oriente e Ocidente (algumas Lojas–inclusive a ABSALOM
- adotam dois degraus para o Oriente e um terceiro degrau para o Altar do V.: M.:);

- A decoração do Templo pode ser simples, com teto e paredes na cor azul variando apenas na tonalidade (pode-se também utilizar formas artísticas e arquitetônicas para embelezar o Templo);

- O Piso da Loja, com os símbolos tradicionais da Ordem, é aberto ritualisticamente no centro do piso no Ocidente, substituindo os Painéis dos Três Graus;

- Três Colunas (que podem ser das ordens Jônica, Dórica e Coríntia) encimadas por "Três Grandes Velas" circundam o Tapete (algumas Lojas adotam três grandes castiçais);

- A iluminação do Templo na Abertura e no Encerramento da sessão segue um cerimonial próprio (do Oriente para o Ocidente);

- Um Triângulo ou um Compasso e um Esquadro com a letra G no centro na parede oriental, sobre a cabeça do V.: M.:;

- Altar (mesa retangular e cadeira sobre uma plataforma) para o V.: M.:;

- Mesas simples e retangulares para os Oficiais (1º e 2º Vigilantes, Secretário e Tesoureiro); - O Livro da Lei sobre o Altar (que é a própria a mesa do V.: M.:) permanece fechado;

- Na abertura da Loja, Compasso e Esquadro são armados pelo V.: M.: de acordo com o Grau dos Trabalhos e colocados sobre o Livro da Lei;

- Ao lado e abaixo do Altar fica uma cadeira, a direita do V.: M.:, para o G.: M.: ou seu Deputado; - Ao lado e abaixo do Altar fica uma cadeira, a esquerda do V.: M.: , para o V.: M.: Adjunto (Ex-V.: M.: mais moderno);

- Os Past Masters (Ex-Veneráveis Mestres, pois o Rito não usa a expressão M.: I.:) sentam-se no fundo do Oriente, de frente para o Ocidente.

- Os Aprendizes sentam-se na primeira fila da Coluna do Norte;

- Os Companheiros sentam-se na primeira fila da Coluna do Sul;

- Os Mestres sentam-se em qualquer das duas Colunas;

- Uma Sala de Preparação e uma Câmara Escura substituem a "Câmara de Reflexão".

Algumas diferenças com o Rito Escocês Antigo e Aceito, pois o Rito Schröder NÃO utiliza: - Cargos de: Chanceler; Mestre de Cerimônias (é o 1º Diác.:); Hospitaleiro; 1º e 2º Expertos; Porta-Estandarte; Porta-Espada; Mestre de Banquetes e Arquiteto;
- Punhos para o V.: M.: e Vigilantes;

- Pavimento Mosaico (com o mesmo simbolismo, tijoletas coloridas aparecem na borda do Tapete da Loja);

- Colunas Zodiacais;

- Abóbada Celeste (o céu está representado no centro do Tapete);

- Gradil entre Oriente e Ocidente;

- Altar de Juramentos (é a própria mesa do V.: M.:);

- Olho que Tudo Vê (substituído por um Triângulo com a letra G no centro, ou pelo Compasso e Esquadro também com a letra G em seu centro);

- Estrela Flamígera;

- Corda de 81 Nós;

- Espadas;

- Espada Flamejante;

- Prova dos Elementos (substituída pelas 3 Viagens);

- Painéis dos Graus (representados pelo Tapete);

- Mar de Bronze;

- Bolsa de Propostas e Informações (são entregues diretamente ao V.: M.:, antes do início da sessão);

- Giro hierárquico para o Tronco de Solidariedade;

- Turíbulo ou incensório, pois não há queima de incenso nas sessões.


Algumas diferenças com o Rito de York (Emulation Rite), pois o Rito Schröder NÃO utiliza:

- Cargos de: Diretor de Cerimônias; Capelão; Organista; Esmoler; Mordomo; Administrador da Caridade;

- Pavimento Mosaico (substituído pelo Tapete da Loja);

- A letra "G" suspensa no centro da Loja;

- Os Pedestais do V.M. e dos Vigilantes;

- A Pedra Bruta (representada no Tapete);

- A Pedra Esquadrada (Idem);

- Altar de Juramentos (é a própria mesa do V.M.);

- Espada para o Guarda Externo;

- Painéis dos Graus (representados pelo Tapete);

- O andar "esquadrando" o Templo.


BIBLIOGRAFIA:Revista Theorema, Ano 4, N.º 19, da Loja Pitágoras II, Or de Brasília,

Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim




Entre os Ritos maçônicos este Rito ocupa uma posiçâo particular desde a sua origem. Tem seu lugar entre os ritos egipcios que se abeberam na fonte das antigas tradiçôes iniciáticas da bada do mediterráneo: pitagóricos, autores herméticos alexandrinos, neoplatônicos, sabeístas, ismaelitas… Foi necessário aguardar o século XVIII para encontrar seus tragos na Europa. Eles foram numerosos, porém só dois dentre eles chegaram ató nós: Misraim e mais tarde Memphis, que vâo se associar e fundir sob a direçâo do General Garibaldi em 1881.
0 Rito de Misraim
Desde 1738 se encontram tragos deste Rito, nutrido por referéncias alquímicas, oculfistas e egipcias, com uma escala de 90 graus. José Balsamo, chamado Cagliostro, personagem chave em sua época, soube dar o impulso necessário ao seu desenvolvimento.
Muito próximo do Grâo Mestre da Ordem dos Cavaleiros de Malta, Manuel Pinto da Fonseca, Cagliostro fundou em 1784 o Rito da Alta Maçonaria Egípcia, Recebeu entre 1767 e 1775, do Cavaleiro Luigi d'Aquino, lrmâo do Gâo Mestre Nacional da Maçonaria Napolitana, os Arcana Arcanorum, três altos graus herméticos, Em 1788 ele os introduz¡u no Rito de Misraim e deu uma Patente a esse Rito.
0 Rito se desenvolveu rapidamente em Milâo, Génova, e Nápoles. Em 1803 foi introduzido em França por Joseph, Mare a Michel Bedarride, Nessa época o Rito recrutava tanto personalidades aristocráticas como bonapartistas e republicanos, por vezes mesmo carbonários.
Interditado em 1817 em conseqüência do casa dos Quatro Sargentos de La Rochelle e da inquietude suscitada pelos carbonários, tornou-se o espaço de encontro dos opositores ao regime, o que acarretou progressivamente o seu declínio, Por volta de 1890 os últimos Maçons do Rito agruparam-se na loja Arc-en-Ciel.
0 Rito de Memphis
Constituido por Jacques Etienne Marconís de Nègre em 1838, o Rito de Memphis é urna variante do Rito de Misraim. Retorna a mitología egípcio-alquímica acrescida de aspectos templários e cavaleirescos.
0 Rito de Memphis atrai personalidades á busca do ideal. Conheceu um certo sucesso junto às Lajas militares até 1841, data em que adormeceu, Porém foi reativado após a destituiçâo de Louis-Philippe em 1848.
Na Inglaterra, a partir de 1850 numerosas Lajas inglesas trabalhavam cm francés no Rito de Memphis, Tornaram-se célebres por haver acolhido ardentes republicanos (Louis Blanc, Affred Talandier, Charles Lonquet e José Garibaldí, membro de honra), Em 1871, a destruiçâo da Comuna contribuiu para o desenvolvimento das Lajas, porém houve um declínío ao redor de 1880, após a declaraçâo de anistia do novo governo republicano francés.
No Egito, a partir de 1873 o Rito de Memphis se desenvolveu rapidamente, com o impulso do Irmáo Solutore Avventura Zola, Grande Hierofante, até o reinado do Reí Farouk
Nos Estados Unidos, Marconis de Nègre implantou o Rito ao redor de 1856, havendo grande entusiasmo, especialmente sob o Grâo-mestrado do lrmâo Seymour, em 1861.
0 Rito de Memphis-Misraim
Em 1881 o General Garibaldi prepara a fusâo dos dais Ritos, efetivada cm 1889. A partir daí o Rito de Memphis-Misraim se implanta em diversos continentes.

Os Deuses do Antigo Egipto


ATUN, Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos freqüentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. Era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Shu o ar e Tefnut a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.

AMON, o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós, ele é o senhor dos templos de Luxor e Karnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá, sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país. À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.

RÁ ( ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.

SHU, é o deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Tem a tarefa de trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece frequentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades da enéade de Heliópolis. Era associado ao Leão.

TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.

NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.

GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.OSÍRIS, irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu...). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.
família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os p SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.

NÉFTIS, é a esposa de Seth, mas quando este trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.

HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).

ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osiris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.

MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.

PTAH, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).

SEKHMET, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba ( dizem os textos ) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...

BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio ( Per Bast ) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.

KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranquilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati ( a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.

SEBEK, um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, eram protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.

TUÉRIS, (Taueret ) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.

KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.

ÍBIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.

APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis a grande serpente.A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.

As Origems da Maçonaria




Há cerca de 950. 000 anos antes de Jesus Cristo, na antiga Lemúria, surgiu a primeira sociedade espiritualista do globo, denominada "Adoradores de Mu" , ou seja Adoradores do Supremo, que funcionava como a Maçonaria que conhecemos, podendo ser considerada a raiz de nossa poderosa e intelectual Instituição, segundo palavras ditadas pelo mestre Shebna.
Cem mil anos depois, continua esse grande mestre da espiritualidade, em 850.000 a . C., foi fundado o Grande Círculo Branco, na antiga Atlântida, prosseguindo arregimentando obreiros e funcionando também nos moldes da sociedade anterior com uma parte Iniciática e outra profana, isso na ilha chamada possidônia.
A Maçonaria sempre esteve mais ou menos relacionada com os Sacerdócios, até o século XIII de nossa era, quando os Maçons se declararam FREIMAURER (Franco- Maçons), ou Freemasonry (Maçons Livres), desligando-se definitivamente da esfera estreita dos dogmas religiosos, e dos padres das diversas religiões, e foi desde então que os sacerdotes Através da Companhia de Jesus, passaram a perseguir e denunciar a Franco-Maçonaria, usando de todos os recursos, inclusive os confessionários, para exterminá-la da face da Terra.
As Ordens Secretas, em todos os tempos, foram aduladas ou perseguidas pelos grandes da época, e muito particularmente, a dos ESSÊNIOS, em cujo o seio teve a honra de receber o Mestre JESUS CHRISTUS aos 12 anos de idade. Esta perseguição foi mais feroz a partir de 33 da Era Cristã, quando o Cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo foi crucificado devido às suas pregações ao povo humilde e explorado pela casta sacerdotal de sua época, representada pelos Fariseus, à cuja frente se encontrava o sumo sacerdote CAIFAZ.
Depois de morto JESUS, Seu nome passou a ser considerado maldito, e, todos os Seus Discípulos foram implacavelmente perseguidos, pois o povo judeu em cujo seio Ele nascera, frustrado em seus anseios de libertação do jugo Romano a que se achava submetido, destruíra o líder espiritual, que surgira ao invés do guerreiro que esperava... O ódio decorrente desta frustração, era diabolicamente explorado e alimentado pelos sacerdotes nos templos e nas Sinagogas, e, habilmente incentivado pelos Césares de Roma. Tais perseguições, contudo, não conseguiram apagar as chamas dos ensinamentos do Cordeiro de Deus que nos deixou a Paz, e os Adeptos do Mestre se multiplicaram na clandestinidade, em ORDENS SECRETAS, onde eles ensinavam e aprendiam, o que Ele, também em uma ORDEM SECRETA aprendera e ensinara.
A atual forma da Maçonaria foi se materializando pouco a pouco desde a idade média.
Nos tempos medievais, existiram na Europa confrarias de ofícios que, mais tarde, receberam o nome de comunidade de ofícios e, finalmente, corporações de ofícios. Na Inglaterra foi usado o vocábulo "guild" (guilda), mais tarde "company" (companhia) e, posteriormente, "fraternity" (fraternidade). Naquelas associações, os seus membros estavam ligados por juramentos sagrados, segredos, senhas. Faziam a representação dos antigos mistérios, quando estes deixaram de ser privativos da Igreja Católica Romana, que os recebera sob inegável influência da civilização grega.
Para as nossas considerações, é necessário que mencionemos a existência, em 1376, da "London Company of Masons and Freemasons" (Companhia dos Pedreiros e dos Trabalhadores de Pedra de Londres), porque foi nas ilhas Britânicas que se verificou a transição entre agremiações profissionais e a Maçonaria.


Todas as corporações estavam tripartidas em Aprendizes, Oficiais e Mestres. Os primeiros não recebiam remuneração. Quase sempre residiam na casa dos mestres, que lhes davam vestuário e alimentação. Depois de um tempo de aprendizado, que durava até sete anos, eram promovidos ao segundo Grau. Graças à citada promoção, eles recebiam salário. Os talentosos tornavam-se Mestres, podendo abrir sua própria oficina. Mas antes, eram examinados por uma comissão julgadora, cujos componentes chamavam-se jurados.
Há quem veja, com certo exagero, relevantes semelhanças entre as referidas organizações e os modernos sindicatos e, também, os modernos institutos de previdência social. Todavia, essa visão fica bastante reduzida pelo fato, incontestável, de que os mestres eram capitalistas, controlavam os meios de produção e, mesmo assim, incorporavam a dupla posição de patrões e trabalhadores, simultaneamente.
Porém, talvez possamos vislumbrar esboços previdenciários, porque as corporações acumulavam fundos que garantiam o pagamento de contribuições aos associados em dificuldade, aos órfãos e viúvas.
Com o passar do tempo, os associados obtiveram gradativas liberdades, em detrimento da própria organização, ocasionando seu enfraquecimento. Diferente foi o destino dos construtores britânicos. A respectiva agremiação começou a aceitar membros não profissionais.
Consta que o primeiro deles foi o aristocrata John Boswell, da Escócia, em 1600. No século seguinte, em 1705, já na fase especulativa (ou seja, a fase dos nãoprofissionais), algumas lojas Maçônicas de York estabeleceram normas vinculadoras, mas os Maçons de Londres foram ainda mais longe, quando, em 1717, exatamente em 24 de junho (dia muito significativo !) na "Goose and Gridiron Tavern" (Taverna do Ganso e Grelha) sob a assessoria de James Anderson, lider da Igreja Presbiteriana, fundaram a primeira Potência Maçônica do mundo, a "Grand Lodge of London" (Grande Loja de Londres). O fidalgo Antony Sayer foi escolhido Grão-Mestre (presidente), o carpinteiro Jacob Lambdall foi escolhido primeiro vice-presidente e o capitão Joseph Elliot foi escolhido segundo vicepresidente.
Anderson e Payne, entre 1720 e 1723, apresentaram estudos sobre a primeira Constituição que se constitui como ponto de partida do Direito Maçônico moderno em uso até nossos dias.
Três seriam as fontes mais antigas que contém os princípios fundamentais da Maçonaria: O Livro dos Mortos dos egípcios, os livros que compõem o Velho Testamento e os fragmentos vindos dos Essênios, descobertos há poucos anos, nas cavernas de Qumram.

Texto
Por Jaime Balbino de Oliveira

Cagliostro, Maçonaria e Alquimia


Cagliostro e o Ritual da Maçonaria Egípcia


Alquimia


Este ritual -mais hermético do que alquímico, visto que ele aponta no sentido das "alquimias internas" ,durante as quais cada um receberá propriamente o Pentágono (Estrela Flamejante), quer dizer, essa folha virgem sobre a qual os Anjos primitivos imprimiram os seus números e selos, e com a qual ele se tornará Mestre (...) e o seu espírito ficará cheio de um fogo divino e o seu corpo se tornará puro como o da criança mais inocente (...) com um poder imenso, não aspirando senão ao repouso para atingir a imortalidade e poder dizer dele próprio: Ego sum qui sum (Eu sou o que é).
O objectivo do seu Rito -a imortalidade conquistada durante a vida física -pode ser resumido por uma frase extraída do seu catecismo: «Tendo sido criado à imagem e à semelhança de Deus, eu recebi o poder de me tornar imortal e de ordenar aos seres espirituais para reinar sobre a terra».
Em 1784, Cagliostro fundou a Loja-mãe do seu Rito, "A Sabedoria Triunfante", mas o Rito em si parece não ter sobrevivido ao seu criador.

Os "Arcana Arcanorum" do Rito de Misraim e de Menfis-Misraim


Os "Arcana Arcanorum" (Mistério dos Mistérios) são os últimos graus do Rito de Misraim e do Rito de Menfis-Misraim que, embora constituídos nos começos do século XIX, estão baseados em textos do século XVIII , entre os quais provavelmente alguns de Cagliostro.
No 88° Grau "o iniciado deve... receber os influxos celestes e... sentir bater nele a vida universal, depois de o «orvalho celeste» ter descido nele para fecundar o germe que ele traz dentro de si". Após o 89°, Grau, que "permite um contacto com o invisível", vem o 90º.

Onde é dito que:

«Toda a vida oscila entre estes dois polos: Matéria e Espírito; Bem e Mal; Felicidade e Sofrimento. Toda a iniciação deve conduzir-nos da Lua ao Sol, de Isis a Osiris, da Matéria à essência divina».
Segundo Jean-Pierre Giudicielli "É no grau do Cavaleiro Rosa Cruz que se desenvolve um Wuei Tan (via exterior) e não um Nei Tan, que é a obra mais avançada. Com efeito, o 18° Grau diz respeito às duas etapas clássicas da via exterior... Mas é sem equívoco possível, nos últimos graus de Misraim , também chamados Escala de Nápoles, que residem certas chaves operativas da alquimia interna do Corpo de Glória (nei Tan), a qual já tinha sido anunciada no 12°. Grau de "Grande Mestre Arquitecto":

Retirado de fonte

"triplov"